segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Natal
Bastos Tigre

Neste Natal, aí quem me dera a dita
De ir, ao teu lado, à sombra do teu vulto,
Ao menino Jesus render meu culto
Numa igrejinha simples e catita.

Longe dos olhos do Universo, estulto,
Num idílio de monja e cenobita,
Ir, num recanto silencioso e oculto,
Do amor a bênção receber, bendita.

Da natureza ouvindo a sinfonia,
Das águas, das florestas, das montanhas,
Ao teu lado passar o inteiro dia.

E à noite, ao som de músicas estranhas,
O Natal festejarmos, numa orgia
De vinho verde, beijos e castanhas.


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